Sensível demais

Atônita e com certa desconfiança, ouvi uma história de amor. O cônjuge se despertava mais cedo para preparar o café da manhã à sua amada.

Recebo um link sobre um casal ‘perfeito’. O cara detonado (literalmente) e a namorada, sua fiel escudeira, sempre a seu lado, dando-lhe braço, pernas e conforto. Tudo o que ele havia perdido na guerra. “O amor existe”, pensei.

Vejo fotografias de casamentos. E me pego ficando boquiaberta com vídeos de enlaces matrimoniais. “O amor existe! E é lindo”, ouvi de dentro de mim, mais forte. Entretanto, outra coisa interceptou-me os pensamentos. “O amor existe. É lindo e você está sensível demais”. Era o inquilino de dentro de mim. O mais racional. É… ele não gosta muito quando me entrego às pieguices mundanas. É que ele não sabe que o amor muda tudo. E o amor deveria mover o mundo. Talvez se ele estivesse mais presente, pudéssemos enxergar o pequeno Príncipe conversando com sua rosa. Ah, aquela rosa! Sensível demais!

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