Estrofes de uma madrugada insone – 1

Não se insinue mais do que isto. Provocação barata fica nas esquinas da Augusta. Eu só quero mudar de endereço. Livre-se deste seu adereço!

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Seu cabelo é o espelho que eu queria ter diante de mim. Não tenho medo de olhar, talvez desejar, um cabelo assim. Mas, todo sonho – ah, todo sonho! – chega mesmo ao fim. Bom dia para você e para mim.

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Cansei de esperar você chegar. Não sei se você chegou e eu nem notei. Ou se ainda está apenas naqueles desejos que a gente não quer confessar para ninguém.

Fiz um apelo. Pedi-me um asilo. Porque ficar fora de mim esperando você é uma loucura que só quem acredita no amor pode ter…

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Há mais de um ano não tenho notícias de você. Não quero te ver.  Mas, às vezes, penso que poderia ter morrido com o gosto amargo que me deixou no peito. Que não tem mais jeito.

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Estou cansada de pensar no futuro como se ele fosse gente, quente e intransigente.

O futuro é uma merda que ainda está no intestino pronta para vir à tona. Não sei quando. E não sei onde. Mas, vai ser um estrago pelo tempo que maturou. E maltratou.

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Adoro rimas infantis enquanto as pessoas têm orgasmos com músicas de quinta categoria numa sexta, na quarta cerveja, depois da terça insana, da segunda dose de vodka, do sábado que está para chegar e do domingo que dá depressão de pensar.

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2 comentários sobre “Estrofes de uma madrugada insone – 1

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