Sala de estar

Preciso criar. Inovar. Sentenciar.

Preciso criar tanta coisa dentro de mim, deste universo conhecido e tão alheio ao mundo inteiro.

Preciso criar minhas ideias, como se fossem flores no jardim. Regar. Recriar.

Preciso criar coragem de arrumar meu quarto e minha sala de estar. Onde sempre comigo estou.Imagem

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8 comentários sobre “Sala de estar

  1. tem um canto assim: “eis que o semeador saiu a semear… ” Semeie! kikuti-se!
    A gente quando pensa que está entrando na nossa vida por dentro está é saindo, doando, semeando um pouco da gente por onde passa… mesmo que”tenha que morrer pra germinar” como canta djavan…

  2. Bom dia semeadora, parece um pouco amarga. Quando fico assim gosto de ler algumas coisas de Rousseau, citações de Marat e Robespierre. Michel Vovelle historiador frances ao tratar da Revolução francesa menciona a obra de outros historiadores dizendo que ” o tempo dos grandes ancestrais talvez esteja terminado, mas eles ainda tem muito a nos ensinar”. Temos encontrado no mundo contemporaneo um terreno muito arido, e as vezes nos despercebemos da beleza simples e unica de pequenas flores que insistem em nascer no meio do deserto, que possamos nos aperceber delas ainda que por um instante, nos ajoelharmos em reverencia como crianças que brincam de roda e simplesmente celebrar a vida. Pra vc de uma mulher que semeou de dentro de uma cela tolhida pelo mundo e pelos que diziam como o mundo deveria ser para ela.
    Um bom final de semana.
    Talvez gostasses de me mandar abraços mas mudei de endereço e de vista, da janela te escrevo então para dar notícias
    Moro agora perto do mar ou seja o mar, me dizem, é perto e quando o vento levanta as ondas sinto sal nos lábios e a concha da minha orelha é como concha marítima
    Lá do andar das minhas companheiras dá pra ver, me dizem, atrás das árvores do bosque uma faixa azulcinza poderia subir quando é permitido e conferir mas não quero
    Através dos outros sei que estás bem e fico contente e fico preocupada que cortaram, ouvi dizer, teu tempo /de passeio mas fecho os olhos e juntos andamos pelos campos como antes como tantas vezes e não te preocupes me abraçarás sob uma árvore viva e não te preocupes não choro quando abro os olhos e vejo muro o soldado armado
    Darlówek, campo de internamento março de 1982 (Anka Kowalska – tradução de Ana Cristina Cesar e Grazyna Drabik)

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