Folhas secas

Impuseram tantos desconcertos. E não houve acertos.

Impuseram tantos dissabores. E houve dores.

Todas as imposições chegaram como flores mortas, ressecadas. E não havia mais o que fazer.

Desejei que o vento as levasse consigo, assim como as lembranças ressecadas na memória, mas que pareciam agora tão vivas e presentes.

Perturbatória e inconstante, chegava a ilusão com os ressentimentos do que não havia sido feito. Ausentes ações abriam um buraco de pensamentos inférteis, num vácuo conhecido e tão utilizado.

O dia gris escondia a luz outrora procurada, enquanto as nuvens compartilhavam a dubiedade do claro e escuro.

Os ruídos denunciavam que já se pisava em folhas secas, diante de árvores desfolhadas. No caminho, sabia, haveria descobertas incertas.

Em um passo, quase em falso, surgiu algo reluzente. Uma aliança sobre as folhas secas. Aliança do etéreo amor renegado, descoberto em folhagens ressecadas. Em imagens que haviam se perdido. Mas, que continuavam intactas em algum lugar por aí. Em algum lugar que se podia sentir. E se podia enxergar que, embora as folhas fossem secas, ali a vida se desfolharia e se reinventaria na primavera. Ou onde quer que se estivera.

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2 comentários sobre “Folhas secas


  1. e na primavera…
    na intenção da semente
    a esperança brota
    flores e frutos
    e perfuma a vida.
    e encanta os olhos

    Mônica, saudades também…rs Estou sempre aqui (entre as folhas…entre.linhas da sua poesia rsrsrs) bjo

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