Ferida

Me feri casualmente. E doeu tanto… Pois era uma dor inesperada.

Mas já me feri, brincando com o destino. E doeu mais ainda. Pois era uma dor esperada.

O esperado e o inesperado convivem no dia a dia.

Às vezes, não são notados como deveriam. Mas, estão ali, policiando cada ato, na espreita de agir. Atingir.

Me feri casualmente. E doeu tanto. Uma dor convertida em sangue.

Mas já me feri, brincando com o destino. E doeu na alma, como a morte de um amor que nunca existiu.

E o inesperado abre precedentes. Talvez crie expectativas. Maltrate as evidências.

Enquanto o esperado, embora possa não ocorrer, angustia com a passagem do tempo, com a ansiedade do conhecido.

Já não quero me ferir. Nem com ferro. Nem com fogo.

Já não quero ser ferida. Tampouco pelo destino ou pelo desconhecido.

Já não quero mais ferimentos.

Nem cicatrizes.

Nem pensamentos.

Nem deslizes.

Para passar inteira.

Por todos os percalços.

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