No descompasso

Muita coisa mudou. O tempo passou tão depressa…

E nada parece estar do jeito certo, do jeito sonhado.

Há uma insatisfação coletiva, como se tudo tivesse de ser perfeito.

Que perfeição é esta, que urge e que imprime o descompasso todo o tempo?

O descompasso está diante dos olhos, nas coisas efêmeras e nas que parecem perenes.

O descompasso chega tirando tudo do rumo, desgastando o que já esta espanado. Mas, há descompassos que fazem parte da melodia. Instigam a voltar tudo no ritmo daquela toada conhecida, embora imperfeita.

O tempo continua passando depressa.

E nada o segura. Nem o descompasso dos nossos atos ou a paixão desorientada.

Os sentimentos fogem do controle na intranquilidade interna.

Explodem tudo como dinamite.

E descompassam.

O que já era descompasso.

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