Ócio permanente

Um dia de ócio faz bem. Um dia sem preocupações, mas com aquelas cobranças íntimas do “você tem que fazer isto” e “você tem que fazer aquilo”.

Não dá para deixar tudo para amanhã, mesmo que seja algo simples. Não há mais tempo a perder, até porque não se sabe o quanto nos resta.

Mas isto parece tão pouco, quando pensamos que estamos no controle de tudo, embora, na realidade, não exista controle, sequer dos pensamentos.

Não dá para protelar. Não dá para adiar, cancelar.

Ainda não dá para voltar atrás e fazer o que tinha de ser feito. Não há jeito, se a gente não tomar jeito. E tomar uma atitude, deixando que o ócio não se acostume com a permanência de sempre estar no mesmo lugar.

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2 comentários sobre “Ócio permanente

  1. As vezes sinto que voce escreve com incógnitas, como na filosofia zen budista, E isto é inquietante nos faz mergulharmos na busca da essencia do significado real das palavras. O tempo, o ontem. Monica havia um personagem que me fascinava e ainda me fascina em algumas narrativas dos quadrinhos: o lanterna verde Hal Jordan o homem comum que possuindo um anel energetico canaliza toda sua força de vontade no anel e realiza coisas, no decorrer da narrativa ele perde tudo que lhe era caro, lhe resta a frustração, o odio, a solidão elementos que ele canaliza na força de vontade, então ele se torna Parallax um personagem que fará tudo que for preciso para restaurar seu passado, sem se importar com as consequencias. Erro de Parallaxe aprendi em eletronica um exemplo do que é este erro, é quando olhamos de certa distancia e angulo para os ponteiros de um relógio e vemos o relógio marcando 11:58 enquanto na verdade pelo angulo real são 11:59. Uma vez um amigo me disse que é possivel ganhar o mundo por um minuto e perde-lo tambem por um minuto. O que nos resta? N a história Parallax compreende que não pode retomar seu passado por mais que o queira e tenha poder para isto, então sorrindo ele decide que é o momento de ser algo novo. Desaparecendo ele aparece de joelhos em um asteróide onde confronta seu passado e busca redenção. ” Caminhos não há mas os pés descalços na grama os inventarão”. Ferreira Gullar.

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