Abrindo-se

O dia se abriu. O céu trouxe o que quis ver há tanto tempo.

Não havia mais lembranças como outrora. Não havia, porque não se queria.

O dia se abriu. O céu trouxe aquele azul tão desejado para enfeitar o destino, saindo da clausura de estar preso em si.

A brisa era mais do que vento. Era alento, até então perdido em frivolidades.

O anúncio da vida. O anúncio de que não haveria fim, tão cedo assim.

O dia se abriu. O céu não pediu licença e abriu pinturas numa tela sob o ar, que agora me era escasso.

As ondas levavam os males que estavam a atormentar. Distanciavam-se como o medo que fugiu. Fugiu de mim.

O dia se abriu. O céu era tudo o que eu vi. Sem mágoas passadas. Só com o presente a me presentear.

Com o céu.

Aberto.

Sob os olhos de quem vê.

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