Altos e baixos

A esperança se desespera quando não há mais no que acreditar. Quando não se vê mais jeito, embora haja, no finzinho, um filetinho de alguma coisa para desanuviar os pensamentos. Um filete de luz. Quase apagado, mas que existe.

E num mundo em que o desamor cresce tão bem alimentado, pequenos gestos voltam a girar a força motriz daquela esperança, quase perdida.

O cuidado reacende aquela centelha adormecida, trazendo o encanto dos bons sentimentos.

Embora não queiramos, precisamos de cuidados, vez por outra.

Cuidados de alguém.

Alguém que nos ame.

Alguém de verdade.

Um amor de verdade, construído nos altos e baixos da vida.

Nos altos e baixos de alegria.

Nos altos e baixos de tantos desafios.

Naquela tarde, o chá foi levado à cama, onde a senhora descansava.

Cinquenta anos de casamento.

Tanto tempo!

E tanta coisa junto.

Café frio…

Chá quentinho.

Dores no inverno.

Verões de ternura.

E nunca se sabe quando será chegada a hora.

Do chá.

Das horas.

Eternas.

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