A camuflagem às avessas – Coluna nº 48

Tem dias que a gente olha no espelho e não reconhece o que há diante de nós. Talvez por achar que o tempo está sendo mesmo implacável ou porque estejamos distantes do que éramos no tempo passado. Isso também não tem a ver com a idade cronológica, mas com o que temos feito com a nossa vida. Erramos tanto. Mas também temos a oportunidade de nos redimir. É aquele momento do “relacionamento sério” consigo mesmo. De enxergar o que podemos fazer para transformar o futuro para que não abreviemos o que temos de bom na nossa saúde física e na mental também.
Há quem não queira mudar. E quem já tenha mudado muito. Mas o grande problema está naquelas pessoas que se camuflam – ainda que não como os animais para se defender – mas só para esconder-se, por vezes, até mesmo atrás de nós. São pessoas que camuflam sentimentos, camuflam o que realmente são. Elas são o verdadeiro perigo que se desenrola diante de nós, sem a menor culpabilidade em executar as coisas mais sórdidas.
São as pessoas que não sentem remorso ao praticar o mal. Inventam histórias para denegrir os outros e abocanhar o emprego alheio. São aquelas que furtam dinheiro da gaveta, que roubam a velhinha na saída do banco. Que atiram animais pela janela, judiam de gente e de qualquer um.
Tem gente que se esconde atrás de uma couraça. Não é como o cara que chega com o revólver, mostra a cara e te leva tudo. É aquela pessoa que não levanta suspeitas, mas basta você virar as costas, que te apunhala tão ligeiramente que mal deixa  rastro. Puxa seu tapete. Leva seu dinheiro, sem que você saiba quem é. É o mal “delicado”, que não te bate, mas estapeia com luva de pelica.
E a confiança desmedida aperta o peito da gente, mostrando que ser bom não é ser idiota. É preciso manter-se alerta, porque o mal não diz quando vem. O mal não tem rostinho padrão. O mal quer um monte de amigos, embora não faça amizade com ninguém. O mal pode estar aqui do lado, sem que notemos. Mas o que nos alivia é que o bem também está por todos os lados, mesmo que o mal seja tão devastador.
Replantemos o amor perdido. A esperança que tem de recomeçar. Façamos reflorestamento nas nossas árvores cortadas em vão. Estejamos alertas para o mal e de braços abertos para o bem. Pois, uma hora ou outra, a vantagem do mal de hoje será a glória do bem de amanhã. Pratiquemos o bem. Indiscriminadamente. Namastê!

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2 comentários sobre “A camuflagem às avessas – Coluna nº 48

  1. Monica, mais uma vez um de seus textos se comunica diretamente com a minha alma, que por sinal aflita neste momento, eu me envolvi com uma pessoa exatamente assim, namorei casei e vivi com ele por 5 anos ate descobrir a pessoa camuflada que ele era e o quanto ele me consumia física e mentalmente…graças a Deus consegui me separar e estou tentando retomar a minha vida e me curar da devastação que eu sofri, mais ainda estou pagando o preço pelo erro de te
    -lo conhecido, ainda sofro perseguições, em fim, este texto como outros que você publica tem aberto minha mente, e gostaria de citar como é importante seus textos para alertarem outras pessoas para que elas não se acostumem com aquilo que as façam mal.
    Obrigada!

    1. Dalila,

      Todos nós já “sofremos” por algum relacionamento. É difícil, mas a gente sai do fundo do poço.
      Então, tenho certeza de que esta má fase vai passar. Empenhe-se no seu lado espiritual e não deixe que as más energias e pensamentos te consumam. Curta as outras coisas que a vida tem a nos oferecer.
      Isto vai cicatrizar. E quero vê-la novinha em folha muito em breve, ok?
      Beijoca,

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