Infortúnios de um dia dentro de si

Antes não gostava tanto de doce. Até descobrir o amargo que a vida traz.

Não é chocolate 70%. É um amargor. De dor. Que não se quer sentir.

Mas, se sente. Porque tem que ser.

Todo mundo sofre um dia. E todo mundo faz sofrer. Um dia. Vários. Ou sempre.

Cansei de esperar a hora certa ou o inesperado, que nunca vem e talvez não exista.

Finais surpreendentes. Meios que não têm fim.

A hora certa das coisas não se marca no relógio. 

Sinceramente, não sei dela.

Conheço os finais fatídicos de coisas e sentimentos que a gente sabe que têm prazo de validade.

A hora certa de terminar é quando se tem consciência.

E a hora certa das coisas, finalmente, acontecerem? Não tem. Não existe. Ninguém sabe. Talvez para o suspense medíocre das coisas insólitas que nos levam às trevas.

Ou das trevas que nos atormentam nas horas inúteis e nunca na hora certa.

Hora certa não existe como os cruéis infortúnios de um dia dentro de si.

Um dia dentro de incertezas de horas. Que nunca chegam ao fim.

M. Kikuti

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