Um certo “alguenzão” – Coluna nº 56

Usamos superlativos, aumentativos e diminutivos para fazermos descrições de nossas vivências e qualificar pessoas. Nas experiências pessoais vale a intensidade e nosso modo de enxergar as coisas: um beijaço no rolezinho, por exemplo. (Ooops! Melhor não dar ideia, Kikuti!!!).
Relacionamentos, aliás, são ingredientes para conversas nas quais fazemos uso dos “recursos gramaticais” destacando ou desqualificando tanta coisa. Em uma destas bem recentes, ouvi de uma interlocutora, já reconstruída inúmeras vezes com o vai e vem de amores, que está doida para ter alguém em sua vida, “assim, um alguenzão”.
Lógico, um alguenzão não é qualquer alguém, um alguém “facinho”, disponível como pasta de dente no supermercado. Um alguenzão é diferente de um alguenzinho ou de um outro qualquer… Afinal este “ão” faz uma baita diferença na coisa.
Um alguenzão vai chegar para fazer companhia e não para controlar seus passos. Vai te chamar de sua(seu) sem achar que é seu dono(a). Vai dar ombro amigo, braço e abraços. Vai sorrir mais com o que você diz do que te criticar pelo que não foi dito. Vai falar o que precisa, sem acabar com seu dia. Vai te valorizar pelo que você é não ficar de “mimimi” pelo que gostaria que você fosse. Vai lavar a louça na pia, quando for preciso. Vai ter menos ciúme e DRs idiotas para ter mais momentos de um desfrute mútuo. Vai respeitar você e sua família, incluindo seus gatos. Vai te levar para passear nas experiências mais interessantes que a vida pode ter a dois. Vai agigantar a paixão para o cotidiano com notícias frescas, sem ficar fazendo frescura. Vai fazer bolo de chocolate, cantar (mesmo que seja em falsete), estender a mão quando você cair e talvez cair junto com você. Mas nunca te derrubar.
Um alguenzão é assim, digamos, um alguém todo especial, cheio de firulas. E, por mais que se fale que o alguenzão é lenda das nossas expectativas, pode estar por aí, ao alcance dos olhos, embora há quem prefira continuar teclando freneticamente no celular a conversar com alguém diferente – que pode ser mesmo o alguenzão ou alguém em vias de virar “ão”.
Esperar pelo alguenzão também leva tempo e cada um tem o seu, embora a gente sempre queira que a “hora certa” seja hoje, agora. E, convenhamos, espera é sempre espera. Mas até verso de música diz “quem acredita, sempre alcança”.
Portanto, acredite. Lance para o universo. E no meio de tantos anjos espalhados pelo mundo, um deles pode ser este alguenzão, que quiçá pode aparecer para mostrar que o amor não é só aquela historinha batida de romantismo, mas uma admiração indecifrável que não  termina do nada e que sempre acena para um retorno do melhor de dentro de nós. Namastê!

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8 comentários sobre “Um certo “alguenzão” – Coluna nº 56

  1. Olá querida Mônica! Você é muito fofa mesmo…. Como te escrevi anteriormente, parece que vc é nossa AMIGA ha muitos anos e nos conhece muito bem….. Estou passando por um período de muitas mudanças e de grandes DECEPÇÕES, porém necessárias para nosso crescimento emocional e espiritual….Mas, assim como vc querida e fofa “AMIGA” acredito verdadeiramente nas existência desse “ANJO ALGUENZÃO” e caso não exista um “ALGUENZÃO” para nós, seremos “FELIZES” , pois estamos aqui para sermos “FELIZES”. Namastê…. Um grande abraço, Anatália

    1. Oi Anatalia! Obrigada por ter passado por aqui, querida!
      Olha, em todos os momentos, sobretudo os difíceis, a gente aprende! Você vai passar esta fase e vai ver que esta provação teve um “para que”. Quanto ao alguenzao, não desista! Beijoca,

  2. Japinha – bom dia!

    Amar de verdade com respeito e ternura. Eu não teria outra forma para comentar a sua Coluna, se não com a obra maravilhosa do grande Luiz Vieira –

    Paz do meu amor:

    “Você é isso,
    uma beleza imensa
    Toda recompensa
    de um amor sem fim

    Você é isso,
    uma nuvem calma,
    no céu de minh’alma,
    é ternura em mim,

    Você é isso,
    estrela matutina,
    luz que descortina
    um mundo encantador.

    Você é isso,
    É parto de ternura,
    lágrima que é pura,
    paz do meu amor.”

    Um beijo do seu amigo leitor.

  3. Mônica, oi meu bem! Meu irmão de São Paulo quem indicou seu blog. Moro em São José do Rio Preto, e ele disse que tem muito a ver com a minha espiritualidade. Realmente veio ao encontro do que acredito : O Poderoso Universo! Que belo texto. Estou aguardando meu ” alguenzão” e agora com a sua força, esperarei mais ainda…rsrs… Parabéns! Te visitarei sempre. Namastê! Sílvia

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