Uma gatinha

Lembro quando te vi pela primeira vez.

Sua pinta preta do lado da boca cunhou o seu nome. Um charme todo seu.

E hoje reparei que seu bigode branco é gigante. Talvez maior do que eu pensava.

Você cresceu. Não é mais uma gatinha indefesa. É um gatona. Meio teen, mas é.

Enquanto a Juju talvez não tenha mais disposição para brincar (é o peso da idade, eu sei) e o Romi só deseje as fêmeas (fui cruel em acabar com a vida de esbórnia dele), você me olha, me chama com seus miados característicos só por carinhos fortuitos.

E eu gosto de encostar meu nariz no seu. Sempre gelado.

Você gosta de queijo brie e espinafre.

Mas, é a única que não tem modos. Sobe na mesa e em todos os lugares.

Mas, também sobe no meu ombro. Lá de cima ronrona forte nos meus ouvidos como a dizer “Viu, eu te amo”.

Senta no meu colo nas horas mais impróprias possíveis. Amassa minha barriga.

Arranha minhas costas na descida pela minha coluna.

Deita na roupa passada. Entra na bolsa.

Destrói papéis.

Mas, esfrega seu corpo nas minhas pernas quando é hora do Whiskas. É… eu sei que você é esperta.

Uma gatinha.

De nariz cor de rosa.

Uma gatinha.

De alma gentil.

Uma gatinha

Fofinha.

Minha.

Gata.

M. Kikuti

Imagem

 

 

 

 

 

 

 

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