Em meio às segundas – Coluna nº 64

As segundas são estranhas. Não gosto muito de segundas. Sobretudo, segundas intenções. Tem gente que nunca se aproxima ou chega com primeiras intenções. É sempre com segunda. E se é segunda é menos importante que a primeira, para não dizer outra coisa. Se bem que há quem chegue até com terceira intenção. E esta medalha de bronze, convenhamos, é sempre uma furada.
Não dá para saber muito bem quem é segunda intenção assim, de cara, diante de um bando de “ilusionistas” ou daqueles grupinhos em que as pessoas vivem travestidas de “do bem”. Só se o sexto sentido for apurado, mas, na maioria das vezes, é preciso pelo menos alguns minutos para discernir, interagir com o interlocutor para reconhecer suas reais intenções.
Até tem umas situações engraçadas nas “segundas intenções” das pessoas. Uma delas é se aproximar para vender alguma coisa ou para tirar proveito de uma situação, sem pensar (se é que se pensa) na reação do outro. Na internet tem muito disto. Gente que nunca puxa um mísero papinho e resolve falar um “oi” para vender Avon, tupperware (o negócio resiste!!), rifa da Mãe Joana ou te marcar numa publicação no Facebook com mais 932 pessoas no “emagreça fácil”. Impressionante.
E, por vezes, usando a boa educação que papai e mamãe te deram, você vai lá agradece e recusa estas ofertas – em suma, nada tentadoras. O problema é que tem gente que confunde educação com “está dando mole”. Aí mora o perigo das segundas intenções e se acende a luz amarela ou vermelha (para você se ligar na armadilha). Aliás, tem gente que tem o cérebro formatado na segunda intenção. Tudo é malícia, tudo é sedução, tudo é paquera. Porém, o tudo neste cérebro de segunda, realmente, não passa de nada, de pura invenção, daquelas historinhas fantasiosas que a gente tinha aos 6 anos de idade ao ler “Alice no País das Maravilhas”.
Puxa, mas para passar na portinha lá da história da Alice é preciso emagrecer. E aí o povo te marca nas publicações “emagrecíveis” na segunda, para não quebrar a “corrente”. Afinal, segunda-feira é o dia internacional da dieta. E eis que eu vi uma interessante. Na ceia, quando aparece aquela fome súbita, a orientação é alimentar-se com dois míseros ovos de codorna. Fiquei pensando se não seria melhor tomar água com lactopurga. Pô!!! Ovo de codorna é um negócio que você come só no self-service, ali, bonitinho, descascado. E uma dúzia, né. Porque dois é de fazer a fome morrer. De rir.
Enfim, magro ou gordo a gente tem que se atentar às segundas. Tem que ser mais ligeiro e chegar sempre de primeira. Não marcar bobeira e não se fazer enganar. Porque de boas e más intenções o mundo está cheio. E que sejam as boas as primeiras e nunca as segundas. Namastê!

M. Kikuti

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4 comentários sobre “Em meio às segundas – Coluna nº 64

  1. Gostei,..e as vezes, é por essas e outras,e por estarmos sempre na defensiva.,e escoladas dessas “persona non grata”.e quando qualquer uma
    se aproxima,e de fato tem alguma boa intenção.deixamos pra lá e não nos permitimos!!..Bjosss e sucesso…;)

  2. Bom dia Mônica,

    Te acompanho todas as quintas no jornalzinho do metrô, sempre que posso entro no blog, adoro tudo que escreve, é como se passasse para o papel tudo que está entalado em nossas gargantas. Que Deus te ilumine todos os dias e que sejas muito feliz !!! Um abraço

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