De noite, os confeitos

As músicas já não são as mesmas numa hora destas.

Sob o silêncio, a penumbra descortina o escuro.

Há luz e também uma névoa, destas de outono.

Pela rua, uma sorte de gente que poderia ter-se rendido à letargia.

Já é amanhã. Talvez hoje.

Quero um dia frio com a quentura dos pensamentos que inspiram.

Quero um poema diluído em calda de chocolate.

Letras de açúcar.

Mel para assentar.

E a doçura das palavras consumidas como confeitos.

Granulados.

Sem medo do diabetes, da formiga ou do escuro.

Sem medo de não ser doce o suficiente.

Para o dia ou para a noite.

Simplesmente, doce.

M. KIKUTI

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