O verdadeiro reflexo – Coluna nº 35

Há dias em que a gente se olha no espelho e é difícil se reconhecer. Parece que não somos quem somos. Talvez por conta do tempo, das nossas perspectivas minadas ou daquela velha maneira de fazer tudo igual, mesmo sabendo que não há o efeito desejado.
Diante do nosso reflexo, com tantas indagações internas, nos perdemos em nossa aparência exterior. Enxergamos rugas a mais. Uma espinha tilintando no meio da testa. Um olhar abatido ou uma olheira de panda que insiste em permanecer. Nem maquiagem, massa corrida, creme ou qualquer disfarce parece ter poder de dar uma amenizada. E o horror se aconchega ainda mais dentro da gente, abraçando o pessimismo com aquela afinidade conhecida e que poucos de nós têm coragem de admitir.
Nem todos os dias são fáceis e divertidos como deveriam ser, é verdade. Há momentos em que a gente se perde no cotidiano das coisas que incomodam. São os altos e baixos. A inconstância que, vez por outra, reaparece, trazendo consigo o propósito de acender uma luz amarela: é preciso ter atenção. Atenção a si mesmo, já que vivemos numa vida tão abarrotada de “metas” quase impraticáveis que acabamos nos esquecendo – e tampouco tendo consciência – dos nossos verdadeiros anseios. E pior: esquecemo-nos de agradecer pelo que temos, enquanto perdemos tempo lamentando pelo que gostaríamos de conquistar.
A vida diária se trilha a partir do presente, com uma intenção no futuro. Guardamos as memórias do passado, é verdade, e muitas delas, porém, são nocivas quando ganham o poder de desestabilizar o tempo presente.
Medo e desilusão embalam o presente, quando a esperança, a determinação e o transcendental deveriam rechear o dia a dia de novas experiências e um sentido de conforto único. Um conforto que a gente alcança dentro de nós quando enxergamos mais além, quando encontramos, de fato, quem somos. E isto não está retratado somente no reflexo da nossa imagem num espelho. Está retratado no reflexo do que sentimos e expomos. No reflexo das escolhas, das atitudes, das palavras. No reflexo dos nossos relacionamentos e de um círculo virtuoso que gira, revivendo-nos em nós mesmos.
Encontre-se. E não se perca. Descubra-se. E cubra-se de amor. Porque nosso verdadeiro reflexo é único e o mais maravilhoso de todo o existir! Namastê!

M. KIKUTI

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2 comentários sobre “O verdadeiro reflexo – Coluna nº 35

  1. É amiga, há momento em que realmente é difícil aceitar o que o espelho reflete, aceitar no que nos tornamos com o passar do tempo, por dentro, por fora, mas é imensamente importante saber agradecer, tudo que temos, o que somos. Ser feliz dá trabalho, e eu agradeço a Deus todos os dias por me empenhar na felicidade !!!
    Apesar de não nos conhecermos pessoalmente, temos muito em comum, tudo que escreve me toca profundamente. Te admiro Monica, sou sua fã. Um abraço.
    Marli

    1. Marli, muito obrigada, mais uma vez, pelos teus comentários! Dá trabalho ser feliz, mas vale a pena, sempre! A gente precisa é descomplicar, né?
      Fico muito honrada pela tua admiração. Que isto seja sempre uma constância! Obrigada mesmo!
      Um beijo e fique com Deus.

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