Não ao ciúme – Coluna nº 87

O tempo passa e se nos fixarmos nele simplesmente como cronologia da vida sabemos o quanto é implacável, o quanto pode desarranjar o que já não anda bem. E nisto, há uma montanha de relacionamentos prestes a desmoronar. Uma montanha de gente sucumbida pelos velhos comportamentos. Gente que diz não aguentar o ciúme de quem se convive, mas na primeira oportunidade usa a fraqueza do outro como moeda de troca. Provoca, se regozija por dentro quando, na verdade, só queria estar bem consigo e com o outro. Por que valer-se da autodestruição quando há um universo de possibilidades diante de nós?
O ciúme é como praga: empesteia. Cresce absurdamente onde menos se espera e é altamente inflamável como fagulha caindo sobre palha. É uma sensação tão poderosa que destrói qualquer outra, dependendo do grau de infestação. E muitos ainda não têm consciência do quanto seu campo fértil é dizimado por este mal…
O ciúme é parte da inconsciência que ronda o tempo todo alguém que já não tem mais confiança em seu próprio potencial, nas coisas maravilhosas que é capaz de executar e na companhia única que é. Há casais que vivem em “pé de guerra” exatamente porque um ou ambos se sustentam na desconfiança, acreditam que o ciúme “apimenta” a relação, quando, em verdade, destrói o pouco de amor que existe. Ciúme disseca a carne, corrompe. É um negócio que não vale a pena, que aparece como fantasma criado pela mente e pode atingir níveis doentios, emparelhando-se com a inveja.
Pode-se ganhar esta batalha, desde que haja vontade para acabar com a devastação interior, fazendo crescer e progredir o que sempre deveria estar ali: o amor. Podemos ser diferentes. Podemos agir diferente: basta abraçar uma escolha que não seja a que vem sendo feita há anos e a qual já sabemos o resultado.
A vida não é um jogo em que sempre exista um vencedor, algoz e vítima. Por que insistir em embrutecer um coração, enforcar possibilidades com tanta coisa inventada? Por que dispender energia em brigas inúteis? A disposição de nos transformar abre possibilidades. Nos conforta, trazendo uma espécie de perdão para a alma, motivando-nos a agir de uma forma não usual, saindo daquele velho, conformado – e inútil – “modus operandi” de sempre. E isto é abrir-se para o novo, preencher-se de mais vida e alegria. É aliviar o coração.
Não desacredite. Não pule ou ignore as possibilidades. Dê alforria aos velhos sentimentos, que nada trazem de novo. Liberte-se do medo, se imunize do ciúme e de qualquer coisa que faça mal. E siga esta jornada. Sem parada final. Namastê!

M.KIKUTI

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