Frutifique-se – Coluna nº 88

Outro dia uma senhora veio me falar, animadamente, que estava namorando. Pode ser que ela tenha 60 anos, talvez mais. Não ousei perguntar sua idade até porque, em algumas ocasiões, a pergunta pode soar muito grosseira. Naquela altura, pouco importaria. O fato é que era uma senhora e isto era visível. Contou-me que o marido havia morrido há um tempo e que, desde então, sua vida limitava-se a ir “de casa para a igreja e da igreja para casa”.
“Mas aí eu encontrei meu negão e tudo mudou. Me sinto viva de novo”, falou-me, contando da implicância que seu filho tinha demonstrado com o relacionamento.
A alegria dela transbordava e, de fato, eu nunca imaginava que ela iria me contar aquilo e outras intimidades. Perguntou-me o que eu achava do relacionamento, se ela estaria errada. Claro que não pude dizer outra coisa a não ser: “Procure e encontre sua felicidade, sem se importar com os outros”.
A vida pode ser muito limitadora e a felicidade beirar o intangível quando nos embrenhamos nas conveniências, naqueles conselhos vazios, no machismo e em tantas outras coisas que podam os sonhos, que poderiam estar hoje como árvores frutificando. Temos o livre arbítrio e, assim, o direito de fazer escolhas. Nesta trajetória, pode aparecer alguém ali disposto a jogar um balde de água fria, alguém que se especializa em espezinhar, botar para baixo, como se nunca houvesse uma chance de obter um resultado bom enfrentando um desafio ou algo novo. E é aí que devemos tomar cuidado, nos municiar com nossos bons frutos e pensar na árvore frondosa que nos aguarda ao alimentar o que acreditamos. É preciso tomar consciência de que tudo nasce depois daquela semente, plantada com esmero e dedicação, e que o nosso solo é fértil para fazer frutificar tudo o que desejamos de bom para nós e para o mundo.
Chega de problemas inventados, dores de cabeça intermináveis, falta de ânimo, além da falsa ideia de que alguém vai trazer felicidade. A felicidade é partilha. Lógico que quando a gente se apaixona parece que tudo tem um novo brilho, embora o brilho sempre estivesse ali e a gente só dê espaço para notar, porque algo está mais aguçado dentro de nós. Então, por que não se apaixonar sempre? Apaixonar-se no sentido mais mágico e essencial, que é apaixonar por si mesmo e por tudo ao nosso redor. Assim, a gente pode ir para dentro de si mesmo e sair, com a certeza de que nossos frutos no interior são ainda mais doces e saborosos, porque são frutificados pela magia do amor. Que nos empenhemos mais nesta missão. Hoje e sempre! E que não nos falte maçãs. E amor. Namastê!

M. KIKUTI

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3 comentários sobre “Frutifique-se – Coluna nº 88

  1. Obrigada!Após término de um relacionemanto,sempre achamos que não valemos nada…que nascemos pra ficar sozinhos…+ se respiramos amor,se só queremos dividir esse amor imenso,que temos no peito,pq nos trancamos tanto??

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