Na biblioteca

A porta estava encostada e se abriu.

Era um som ruidoso. Muita coisa fazendo barulho.

Queriam falar todas juntas.

Eram novidades constituídas pela fechadura.

Rangiam como a madeira envelhecida.

Mas, tinham muito a dizer.

A luz transpassava a estante diante de um livro.

Justo aquele!

Era o da vida – esquecida de viver.

As folhas de ouro brilhavam ainda mais. Seria dia de festa?

Talvez a roupagem de gala, exalando o cheiro do que ficou guardado.

Mas, nunca esquecido.

Agora se transformou no perfume renovado.

Das folhas que reluziam.

A vida do livro.

Do livro da vida.

Da vida.

Pura e tão somente.

M. KIKUTI

porta secreta

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