Prudência

Com a barriga vazia, talvez não fosse prudente pensar tanto assim.

Ouço vozes e anseios.

Na parede vermelha, os beijos imaginários impressos com a vontade rudimentar de ter mais do que sempre.

As notícias não são alvissareiras como os equívocos recém descobertos. Por que pensar no que já foi?

Nas propagandas, letras garrafais lançam as vontades nos invólucros do “é preciso ter”.

Há cobiça do meu lado. Há as conveniências do pão com manteiga de todo santo dia. E a xícara tilinta.

Poderia ser melhor do que a parede vermelha com os beijos imaginários recortados em branco e preto.

Quero a cereja do bolo.

Nesta manhã.

M. KIKUTI

red wall

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