Confidência aceita

Eu conto os dias ou já não conto mais nada.

Vejo a fotografia. Tantas, sem nada dizer.

Escuto a tua voz, lembro do teu sorriso, do teu olhar que ficou comigo.

Não sei dizer o que aconteceu. Como eu estou, como estarei. Mas eu te vejo sorrindo para mim. Pagando promessa. Contando um pormenor pra se sentir maior.

E disto nada adianta.

Atrasei o relógio para o último beijo, para te ouvir reclamar do calor. E a vida é mais amor que dor.

Veste o sorriso no teu corpo, bota o casaco da tranquilidade, porque ninguém precisa de tanto peso assim. Abaixa o dedo e faz assim: “Vem pra mim”.

Mira no infinito este teu olhar. Me deixa dormir. Seja meu sonho, o redemoinho que faltava. Faz voar o que não presta. E nada me resta a não ser te amar.

O amor é sim mais que um favor. É clamor. É confidência aceita. É luz de vagalume. É brisa, é endividamento que não se paga. É alforria do medo.

Um beijo,

M. KIKUTI

bird

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