Entre dúvidas e certezas – Coluna nº 3 – Fase 2

Houve um dia em que tudo em mim era certeza.

Mas o dia durou pouco, como todos os outros.

Esperei o amanhecer das certezas, mas elas adormecem quando não podem.

Não estão quando a gente procura.

Fazem-se indispostas. Indisponíveis.

Elas tiram férias, faltam no serviço. Descomprometem-se de repente. E parece que continuamente dão lugar às dúvidas.

Tentei plantar uma árvore de certezas, destas que a gente pega um fruto e prova. Saboreia e a cada nova bocada tem mais certeza dentro de si.

Mas árvore de certeza não dá em qualquer canto.

Precisa trabalhar muito o terreno.

Abrir caminhos.

Transpor latifúndios de dúvidas.

E quando a gente acha que vai vingar, ela some como o vapor das emoções mais alegres da vida.

As certezas rareiam enquanto as dúvidas brotam como pragas.

E a gente vive tirando uma dúvida ali, outra acolá.

Para trazer ao campo da visão muito mais certeza para viver, embora haja tanta incerteza na vida e em todo instante.

Entre dúvidas e certezas não posso escolher.

Tenho dúvidas.

E tenho certezas.

Que acabam quando outras novas chegam.

E é todo incerto o nosso caminhar.

M. KIKUTI

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Um comentário sobre “Entre dúvidas e certezas – Coluna nº 3 – Fase 2

  1. Japinha.
    Que legal esse processo que vc está desenvolvendo do Eu e seus contrastes, do resgate das certezas embora hajam dúvidas e do reencontro “Dos olhos para dentro” e “À volta”.
    Quando a leio, me renovo no meu processo de criação.
    Um grande abraço.

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