Sou emoções

Penso no porvir. Penso no presente.

Não sei o que será. Não sei o que sou.

Ao meu redor, as pessoas não se conformam com seus conflitos. Se desconhecem.

E fazem conflito por pouco.

Poucos são também os que me escutam.

Poucos são os que para quem quero me fazer ouvir.

De pouco em pouco, a vida se consome.

E o que se consome, antes que a vida chegue ao fim?

Tudo se esvai.

Penso.

Rezo.

Digo amém.

Digo amem.

Digo amem-se.

E tudo isto parece pouco num mundaréu de lamentações.

Cansei de retalhos.

Quero um tecido completo.

Quero tecer por inteiro.

Um dia, as horas, os minutos.

Quero pintar um vaso.

Esvaziar-me.

E me encher de novo com água benta.

“Bendita seja a água que eu bebo.

Bendita seja a água que me inunda.

Bendita seja a lágrima dos olhos meus.”

Faço orações.

Faço-me orações.

E de tudo o que eu sinto…

Sou emoções

Aqueous Fluoreau

 

 

 

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