Brevidade

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Olha, a vida é breve. É um instante que pode durar cem anos, três dias, segundos. A gente nunca sabe. E este mistério, embora um pouco aterrador, é também interessante. Fica sempre aquela incerteza… Não que eu tenha medo da morte, mas não quero morrer tão já.

Fiquei chateada com a morte do ator da novela das nove. Sabe aquela coisa de não conhecer alguém pessoalmente, mas ter uma afeição, uma admiração? Acho que era isto: admiração pelo trabalho do cara, por aquele sorriso que parecia mesmo genuíno.

Quando acompanhei o câncer do meu pai, todo dia era uma vitória, porque eu sabia que a gente não teria muito mais tempo juntos. Era como uma sentença, vivida a conta gotas. Era a vida dizendo “adeus” a cada piora. Não sei se foi bom ou ruim assim. Mas deu tempo de me despedir. De falar tudo o que eu precisava, que sentia. Foi libertador, no sentido de pedir perdão e também de me perdoar.

Quando a morte vem “do nada”, não dá tempo. E aí a gente não se conforma muito bem com a “brevidade” da vida e como ela é ceifada de um jeito que, simplesmente, não dá para entender. É um instante que, de repente, já era. Foi-se.

É… a vida é breve. Mas pode ser uma brevidade muito intensa. Uma brevidade doce, como o doce que leva este nome. Um quitute que não estraga, quando se pode preencher e inundar o coração de coisas boas. E reverberá-las para o mundo. Namastê!

(ESTE TEXTO INTEGRA A COLUNA EMPÍRICA&CRÔNICA PUBLICADA ÀS SEXTAS-FEIRAS NA FAN PAGE GUARULHOS TEM, DA PREFEITURA DE GUARULHOS)

 

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