Não dá pra passar batido

Hand holding a heart

No trânsito, guiando, a gente vê muita coisa. E tem coisa que não dá pra passar batido. Bate mesmo dentro da gente. Bate na imbecilidade que muita gente faz. Bate no egoísmo que a gente encontra até para atravessar a rua, como pedestre.

Claro que a gente erra. Todo dia é um aprendizado para quem está disposto a aprender e fazer melhor. Mas fico cada vez mais abismada com tamanha falta de solidariedade. Optar por ceder cinco segundos dando passagem, sendo gentil ou menos apressado, pode significar muito: pode ser libertador, no sentido de se colocar no lugar do outro, e pode ser valioso, no sentido de ser mais tolerante.

Exercitar a tolerância é importante para viver melhor. E viver bem. Exercitar a tolerância é preciso e precioso não só no trânsito, mas na vizinhança, na escola, na faculdade, no trabalho, dentro de casa.

É preciso exercitar, também, a gentileza. Ceder lugar. Agradecer. Pedir desculpas. Estender a mão ao invés de empurrar no precipício. Acender o farol da consciência. Ir mais devagar ao invés de acelerar com tudo, como se não houvesse amanhã.

A vida é via de mão dupla. Aqui se faz. Aqui se paga. Tem gente que paga parcelado. Tem gente que parece ficar inadimplente. Mas tudo tem seu preço. E tudo tem seu valor. Somos responsáveis por nossos atos.

(ESTE TEXTO INTEGRA A COLUNA EMPÍRICA&CRÔNICA, PUBLICADA ÀS SEXTAS-FEIRAS NA FANPAGE GUARULHOS TEM, DA PREFEITURA DE GUARULHOS)

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