Sem ressentimentos

Esperei me recompor.

Esperei aquela última lágrima cair, sem qualquer ressentimento.

Até a dor precisa de tempo.

Tempo para atenuar. Para amenizar. Para parar de doer.

A tristeza precisa ser entendida.

Ela precisa ser reconhecida.

Ter lá sua identidade, que muda toda hora. Quiçá a todo momento.

Esperei me recompor das decepções do dia a dia.

Aquele assassinato contínuo das nossas esperanças, sem ressentimentos.

Mas lá no fundo eu me recomponho.

Eu me alegro.

Eu chego no fundo de mim.

E volto para a superfície.

Respiro.

Me recomponho.

E chego  de novo na imensidão do meu mundo.

Sem ressentimentos.

bolhas

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