Salga e umedece

Parece que tudo borbulha e depois o vazio chega. Ameaça. São as angústias do dia a dia, que ninguém sabe muito bem como contê-las. Vamos aprendendo a conta gotas, sob erros e acertos. Infinitas possibilidades.

Na chuva, cada pingo preenche. Encharca a roupa. Umedece a pele.

No rosto, cada lágrima suaviza a dor. Incha os olhos. Salga a pele.

É tudo. É nada. É o último. O primeiro.

É passageiro.

Não conto mais histórias.

Ouço e silencio. Apazíguo. Pra não maldizer.

“A vida é curta”, me dizem.

Diminuta, não.

Magistral, enquanto há tempo.

Sem desperdícios e música de fundo.

 

 

 

 

 

 

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