Mal acostumado

É tudo meio tenso, meio misturado. Intenso. Com cara de Sexta 13. De repente é 25, Natal. Aposta de jogo do Bicho. Deu no poste. Na cabeça. Busco uma saída. Aleatória. Emergência. Beijo na mão na padaria. E assim é o dia.E eu não me furto.De mais um café. *Foto de Susanne Jutzeler Anúncios

Eu me consolo

Prospera. Deixa o que ficou. Solta. Acalma. Acalenta. Se acalenta. Eu falo comigo. Eu me consolo. Me escuto quando ninguém tem tempo para isto. Mas eu tenho. Ontem me doía. Uma dor que reverberava. Dor da alma, que destroça, que segue como avalanche. Eu perdia o ar, enquanto as lágrimas jorravam, impiedosamente. Quando isto vai … Mais Eu me consolo

Deixo ir

Outro dia eu me desapaixonei. Não sei bem por quem. Pelo quê. Nesta altura, vai fazer diferença? É… nesta altura eu não sei se eu caio de cabeça ou me estatelo. E como sempre, sobrevivo. Rodopio, sacolejo, me estropio. Sobrevivo. Bati a unha recém-pintada no portão. Foi um estrago destes que dão raiva. Cada vez … Mais Deixo ir

Consegui, mãe

Lembro daquela listinha de mães vivas e mortas e a gente pensando nos nomes para colocar em oração. Hoje eu coloco o seu nome lá. Eu nunca tinha pensado que um dia fosse escrever o seu no campo das “mães falecidas”. Mas ainda bem que eu me lembro destas coisas. Sei que a senhora iria … Mais Consegui, mãe

Parcelo e me sucedo

Quero parcelar emoções. Dividir em seis vezes. Parcimoniosamente. Parcelo este sentir, sem culpa. Sem ultrajes. Uma alavanca chega como uma catapulta nas minhas vibrações. Eu não sei o que isto tudo significa. Já cansei de buscar respostas. Intangíveis. Há uma reviravolta todos os dias. Durmo e acordo. Ainda vivo. E vivo sentindo tantas coisas que … Mais Parcelo e me sucedo